quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

PHA vai à OEA pela liberdade de expressão

Venezuela, onde o voto é pra valer

Felipe Bianchi, de Caracas/Venezuela, no site do Centro de Estudos Barão de Itararé:

No dia 10 de dezembro, os venezuelanos foram as urnas pela terceira vez em 133 dias. Pouco mais de 9 milhões de eleitores exerceram o direito ao voto e elegeram 335 novos prefeitos e prefeitas, além de um governador para o estado de Zulia. Com parte da oposição ausente do processo, esfacelada e aparentemente sem rumo após o fracasso das guarimbas e as recentes derrotas eleitorais, o chavismo conquistou 22 prefeituras das 23 capitais do país. Ao total, foram 308 prefeituras.

O jogo não acaba em 24 de janeiro

Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

A corrida do TRF-4 para condenar Lula é chocante porque explicita um alinhamento despudorado do Judiciário com as forças politicas, econômicas e midiáticas empenhadas em barrar sua candidatura. Porque escancara a estratégia do tapetão, de garantir a eleição de um preposto do golpe pela exclusão de Lula, hoje líder isolado nas pesquisas, com o dobro das intenções de voto do segundo colocado. Passaram-se apenas 42 dias entre a condenação de Sergio Moro e a emissão do voto do relator no tribunal de apelação. E pouco mais de uma semana depois, a data do julgamento é marcada. Mas surpreendente não é a decisão do TRF-4, de antecipar para 24 de janeiro o julgamento de seu recurso contra a sentença de Moro, furando a fila de processos e atropelando o recesso.

Temer prepara um novo apagão elétrico

Por Rita Dias, no site Brasil Debate:

Há uma crise do setor elétrico no radar, causada pelas distorções do modelo mercantil adotado em 1995, que será agravada com a reforma proposta pelo governo Temer e pela privatização da Eletrobras. A trajetória, que aponta para a nova crise, parece repetir os mesmo erros que nos levaram ao apagão de 2001. Assim como na crise anterior, o governo pretende impor as privatizações antes mesmo de discutir e definir o novo modelo do setor elétrico.

Barões midiáticos não falam mais sozinhos

15 razões da vitória chavista na Venezuela

Do site Opera Mundi:

O chavismo alcançou uma contundente vitória eleitoral em 10 de dezembro, superando todas as organizações políticas que disputaram contra o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) e outros partidos da coalizão Grande Polo Patriótico (GPP).

Em uma primeira análise, a vitória em mais de 300 municípios se deve a um conjunto de fatores:

1. Sequência triunfal do chavismo: desde o fim de julho deste ano, até 10 de dezembro, um lapso de 140 dias, se efetuaram três processos eleitorais na Venezuela: as eleições para a Assembleia Nacional Constituinte, eleições de governadores e estas eleições municipais. Nestes três processos, o chavismo se remoralizou e repotenciou seu poder de convocatória eleitoral alçando-se com vitórias claras. Este não é um dado menor, entendendo que a narrativa antichavista dentro e fora da Venezuela sinalizou com consistência ao chavismo não querer disputar eleitoralmente.

Nova fase do golpe tem data marcada

Por Renato Rovai, em seu blog:

Hoje, o jornal O Globo publicou um editorial pedindo a prisão de Lula. Hoje o TRF 4 agendou o julgamento do ex-presidente Lula para o dia 24 de janeiro.

A rapidez com a qual este processo tem sido conduzido só confirma que ele é parte do golpe que se iniciou com a derrubada de Dilma.

Como muitas vezes já se disse por aqui, a conta não fecharia com Lula disputando a eleição. Principalmente porque se isso viesse a acontecer, ele venceria.

UFMG e os reflexos do Estado de exceção

Por Thiago Dias, no site da UJS:

Nesta quarta-feira (6), com o apoio da Controladoria-Geral da União e do Tribunal de Contas da União, foi deflagrada pela Polícia Federal a Operação “Esperança Equilibrista”, com vias a apurar supostos desvios de recursos públicos da Universidade Federal de Minas Gerais na construção do “Memorial da Anistia Política do Brasil”. No âmbito da operação, a Polícia Federal invadiu a UFMG e levou em condução coercitiva oito funcionários da Instituição, incluindo o reitor, Jaime Arturo Ramirez, a vice reitora, Sandra Regina Goulart Almeida, e renomados professores.

Tempo recorde para julgar Lula

Por Paulo Pimenta, no site Sul-21:

O tribunal [de exceção] da Lava Jato corre. Tem pressa. Mas só em relação ao ex-presidente Lula. Ao anunciar que o Tribunal Regional Federal da 4ª região agendou para o dia 24 de janeiro de 2018 o julgamento de Lula, o desembargador Leandro Paulsen dá mais uma prova irrefutável do viés político dessa operação que, para inviabilizar o ex-presidente Lula, apropriou-se do discurso de combate à corrupção de maneira a manipular a opinião pública.

Coronelismo 2.0: política e mídia no Brasil

Por Helena Borges, no site The Intercept-Brasil:

Os coronéis estão vivos e se adaptaram à modernidade: têm página no Facebook e conta no Twitter, além de programa de rádio e de televisão. É o que explica em entrevista a The Intercept Brasil a professora Suzy dos Santos, da Escola de Comunicação da UFRJ, coordenadora do Grupo de Pesquisa Política e Economia da Informação e da Comunicação. Sua equipe rastreia os políticos que tenham vínculos com a mídia e busca entender como esse vínculos influenciam as pautas nos jornais e no Congresso.

Sobre o fascismo policial institucionalizado

Por Pedro Tierra, no site Carta Maior:

“Abajo la inteligencia! Viva la meurte! - General Millan-Astray.

“Este es el templo de la inteligência y estais profanando su sagrado recinto. Yo soy su sumo sacerdote. Venceréis porque tenéis sobrada fuerza bruta, pero no convenceréis.” - Miguel de Unamuno.


O general franquista Millan-Astray se orgulhava de ostentar o corpo coberto pelo maior número de cicatrizes em toda a Europa. Fundador da Legión espanhola criou uma das frases mais paradoxais e terríveis que se pode imaginar e era repetida a cada manhã para seus jovens legionários: “Vos sos novios de la muerte”! Em 1936 durante uma cerimônia na Universidade de Salamanca, uma das mais antigas do mundo, estabeleceu-se uma altercação entre o general e o então reitor da universidade Dom Miguel de Unamuno que pode, talvez, ser sintetizada nas frases com que abro essa reflexão.


A 'zona de negócios ilícitos' de Kassab

Por André Barrocal, na revista CartaCapital:

Doido para concorrer a presidente no ano que vem, Henrique Meirelles comenta por aí que o líder do seu partido, o PSD, Gilberto Kassab, “tem expressado apoio à hipótese de uma candidatura minha”.

Criador em 2011 de uma sigla que não é “nem de direita, nem de esquerda, nem de centro” – com 17 milhões de reais em grana suja da Odebrecht, segundo a Procuradoria-Geral da República –, Kassab é matreiro e faz aliados soprarem que apoiar o tucano Geraldo Alckmin é outra opção do PSD para 2018.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

TRF4 acelera "julgamento" de Lula

Por Altamiro Borges

Em tempo recorde e atropelando vários ritos processuais, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) marcou nesta terça-feira (12) o julgamento em segunda instância do ex-presidente Lula sobre o chamado “caso do tríplex” para 24 de janeiro. A inesperada pressa surpreendeu até os direitistas mais assanhados da mídia e do mundo político, que davam como certo que o julgamento só ocorreria em março ou abril de 2018. Segundo a própria Folha, uma arqui-inimiga declarada do líder petista, “este foi o caso que mais rápido subiu de instância. João Pedro Gebran Neto [o relator do processo] concluiu o seu voto em 100 dias contra uma média de 275 dias para outros votos em outros processos da Lava-Jato”.

Aécio ainda dá as cartas no PSDB

Por Altamiro Borges

Do ponto de vista eleitoral, a carreira de Aécio Neves parece que mingou. Ele virou pó e não aspira mais nada. Não será candidato novamente à presidência da República e nem ao governo de Minas Gerais. Fala-se que pode até abandonar o projeto de reeleição ao Senado. As colunas de fofoca da mídia comercial afirmam que, talvez, ele tente uma vaga de deputado em outubro próximo. A conferir! Já no que se refere à máquina do PSDB, que está rachada, o cambaleante parece que se mantém em pé. Uma notinha na revista Época nesta segunda-feira (11) confirma que, mesmo vaiado e escorraçado da “convulsão” tucana de sábado, Aécio Neves segue com forte influência no ninho. Vale conferir:

MBL finalmente será investigado?

Por Altamiro Borges

O sinistro Movimento Brasil Livre (MBL) até hoje nunca prestou contas sobre a origem dos recursos financeiros usados na cruzada golpista pelo impeachment de Dilma Rousseff. A falta absoluta de transparência gerou várias suspeitas, inclusive a de que a grana provinha de fundações empresariais dos EUA interessadas na desestabilização política do país e nas suas riquezas – como o pré-sal. Com a chegada ao poder da quadrilha de Michel Temer, a seita fascista deixou de lado o tema da corrupção – que serviu apenas para enganar os “coxinhas” – e passou a defender bandeiras ultraconservadoras nos costumes e ultraliberais na economia. Além de atacar exposições de artes e artistas, a milícia do MBL virou garota-propaganda das contrarreformas trabalhista e previdenciária.

'Reforma' da Previdência: o pato é você!

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

Na manchete do Estadão, o “patriotismo” dos empresários brasileiros, visitando em casa os deputados para pedir-lhes que votem a retirada dos direitos previdenciários dos trabalhadores.

Comovente, não é?

Abrem mão de suas viagens de final de semana, de um bate-e-volta em Miami, quem sabe até do passeio de iate para se sacrificarem pelo futuro do país.

Greve de fome contra golpe da Previdência

Da Rede Brasil Atual:

A greve de fome dos trabalhadores rurais iniciada na última terça-feira (5) contra a proposta de reforma da Previdência do governo Temer entra no sétimo dia nesta segunda-feira (11), com reforços, dada a adesão de Rosangela Piovizani e Rosa Jobi, ambas do Movimento de Mulheres Camponesas (MMC). Além das camponesas Leila Denise, Josi Costa, e do Frei Sérgio Görgen, que fazem parte do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), há dois dias aderiu também ao jejum o bombeiro civil e militante do Movimento das Trabalhadoras e Trabalhadores por Direitos (MTD) Fábio Tinga.

Frente Ampla com a unidade do povo

Foto: Comunicação da Frente Brasil Popular
Editorial do site Vermelho:

Um passo importante para fortalecer a frente ampla contra o golpe, pelo restabelecimento da democracia e em defesa da soberania nacional foi dado nos dias 9 e 10 de dezembro, com a realização da II Conferência Nacional da Frente Brasil Popular, que aprovou a convocação do Congresso do Povo, previsto para o próximo ano.

A convocação consta da Declaração Política divulgada pelo evento, que analisa a situação internacional e a ofensiva do imperialismo, sobretudo dos EUA, e a grave situação criada no Brasil desde a ascensão do governo golpista de Michel Temer e suas investidas contra os direitos sociais e políticos do povo e dos trabalhadores.

Dallagnol cita "memes" do MBL contra Lula

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

Na próxima sexta-feira (15/12), o juiz Sergio Moro vai tentar salvar a armação dos recibos contra Lula: ouvirá o engenheiro Glaucos da Costamarques e o contador dele – e de Lula –, João Muniz Leite, por conta de que este acusa aquele de ter levado dezenas de recibos de aluguel para que assinasse todos de uma vez durante internação hospitalar em 2015.

A tese do Ministério Público contra Lula é a de que, depois que ele saiu da Presidência, a Odebrecht passou a pagar o aluguel de um apartamento que fica ao lado do apartamento em que o ex-presidente reside há décadas em São Bernardo do Campo.

Os impactos das denúncias de Tacla Durán

Por Rafael Tatemoto, no jornal Brasil de Fato:

O advogado Rodrigo Tacla Duran trabalhou para a Odebrecht, um dos principais alvos da Lava Jato, entre 2011 e 2016. Acusado pela operação, foi detido, no final do ano passado, na Espanha. Por ter dupla cidadania, não foi extraditado e responde o processo em liberdade. Ele nega ter cometido qualquer crime enquanto atuou na empresa.

No dia 30 de novembro deste ano, Duran prestou depoimento por videoconferência à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da JBS, que investiga, entre outra coisas, acordos de delação premiada firmados entre suspeitos e o Ministério Público.